OMERTA:
é um termo de origem italiana que significa código de silêncio ou lei do silêncio
Coragem,
V
A resiliência não chegou. Professor desiste depois de perspetivar problemas de saúde e burn-out. E agora? Esta é a sua "viagem".
OMERTA:
é um termo de origem italiana que significa código de silêncio ou lei do silêncio
Coragem,
V
Dou por mim a imaginar o que seria dar de caras com o meu outro "eu", ainda professor, sucumbido pelo medo do "desconhecido"..., arrasado por mais um ano letivo, zombificado por "públicos" desmotivados, com pitadas de insolência...
Que pesadelo!
Talvez o essencial da minha experiência é dizer-vos:
Não tenham medo!
Boas Férias,
Boas LSVs
V.
Mas para quem pretende voltar em Setembro e está em LSVLD, só para recordar, retirado da nota informativa de 2024:
"Regresso: é requerido pelos/as docentes até ao final do mês de fevereiro do ano escolar anterior àquele em que pretendem regressar (Art.º 22.º D.L. 32-A/2023, de 8 de maio). O regresso é solicitado na plataforma eletrónica SIGRHE, através da aplicação para o efeito, disponível no portal da Direção-Geral da Administração Escolar. O regresso ao posto de trabalho está dependente da existência de vaga."
Ou seja, poderão ter que concorrer, caso a escola de provimento não tenha vaga. Os QZPs concorrerão sempre à Mobilidade Interna.
Abraço,
V.
https://acrobat.adobe.com/id/urn:aaid:sc:EU:76f7dcc3-e0b1-4b44-8e9a-fca93b085012
Nova Nota Informativa para as licenças com uma "pequenina" alteração nas LSVLD:
"Regresso: é requerido pelos/as docentes até ao final do mês de fevereiro do ano escolar anterior àquele em que pretendem regressar (Art.º 22.º D.L. 32-A/2023, de 8 de maio). O regresso é solicitado na plataforma eletrónica SIGRHE, através da aplicação para o efeito, disponível no portal da Direção-Geral da Administração Escolar.
Até aqui, para quem em LSVLD quisesse regressar, deveria fazê-lo até 30 de setembro do ano letivo anterior. Pelos vistos (desde a saída do D.L. sobre recrutamento a 8 de maio de 2023), alargaram o prazo, isto é, pode-se pedir o regresso num período alargado em 5 meses (até final de fevereiro do ano letivo anterior). Este ano contempla mais um dia (até 29).
Do resto... tudo na mesma, embora... tenho curiosidade em perceber em que medida estão a ser aceites os pedidos de licença por 1 ano. Estará a falta de professores a dificultar os deferimentos?
Alguém tem algum indeferimento para contar?
V.
" Não, nada disso.", respondia-me com ar exausto, simultaneamente conformado. "Cuido da minha esposa acamada." Contava-me então que à mulher, ex-professora também, tinha sido diagnosticado Alzheimer há 10 anos e que, estando já "ausente", a vida passava por cuidar dela com a ajuda da filha.
Lembrámos então o desaparecimento dum estimado colega, muito antes do tempo, a cuja "despedida" fui. Chocado ficaria quando me diz que outro tinha partido; professor que estimava pela sobriedade e competência.
Emocionado, tentei recompor as peças e lembrei-me que ambos resistiram heroicamente nos últimos anos de carreira para cumprir os anos de serviço. Infelizmente, poucos anos vivenciaram depois da "meta" cumprida.
Dias depois, dizia um tio meu, reformado antes do tempo, depois de décadas a trabalhar em França:
"É melhor pouco durante muitos anos, do que muito, durante poucos...!".
Permitam-me que reescreva em negrito, sublinhado, e com maiúsculas:
"É MELHOR POUCO DURANTE MUITOS ANOS, DO QUE MUITO DURANTE POUCOS...!
Um abraço,
EX-PROfessor,
V.
Desaparecido? Não.
Regressado ao ensino? Não.
Ocupado? Sim
As minhas desculpas, especialmente aos seguidores, pela ausência aqui no blog.
Não, não regressei ao ensino, e apesar do mundo escola não ter abandonado os meus aposentos (a minha companheira continua estoicamente a dar aulas), vou conseguindo manter-me a uma distância saudável do passado docente. Um pouco como se, letra a letra, a negrito, sublinhado e em maiúsculas a expressão "EX-PRofessor" vai ficando.
Temos andado a renovar com as próprias mãos, estilo DIY, a casita. Passo horas nisto, feliz a aprender como se faz dezenas de coisas. Quem corre por gosto, ... . Sinais de vida.
Conto agora um encontro que tive com um ex-colega de escola, entretanto reformado, e que, creio, ajudará a dar força a quem está com receio de "mudar":
Foi numa dessas lojas gigantes que vendem materiais de construção que dei de caras com o passado. "Como estás?/O que é que fazes?/ blá-blá-blá... , umas memórias do passado na escola, a amargura dos últimos anos, dizendo-lhe eu então que, estando ele reformado, "agora é só passear, não?!"; ao que ele responde: Não, nada disso...
(Continua na parte 2)
Afinal os pacifistas até andam por aí. No próximo dia 19 em Washington, uma iniciativa anti-guerra promovida pelo jornalismo independente:
"Rage against the War machine"
Peace
V