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segunda-feira, 13 de julho de 2026

O medo insustentável


Dou por mim a pensar que valeu muito a pena esmagar o medo e pedir a licença há uns anos.

Dou por mim a imaginar o que seria dar de caras com o meu outro "eu", ainda professor, sucumbido pelo medo do "desconhecido"..., arrasado por mais um ano letivo, zombificado por "públicos" desmotivados, com pitadas de insolência...

Que pesadelo!

Talvez o essencial da minha experiência é dizer-vos:

Não tenham medo!

Boas Férias, 

Boas LSVs

V.

  


quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Não deixes para...


"Professor que morreu a dias de se reformar deixa a comunidade de Vila Real em choque."

(JN de 29/10/2025)

Palavras para quê.

Um abraço,
V.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Signs of life... (parte 1)


Dedico este post  especialmente aos que pensam "desalmadamente" em fazer uma pausa nas suas carreiras e têm dúvidas,

Desaparecido? Não.

Regressado ao ensino? Não.

Ocupado? Sim

As minhas desculpas, especialmente aos seguidores, pela ausência aqui no blog.

Não, não regressei ao ensino, e apesar do mundo escola não ter abandonado os meus aposentos (a minha companheira continua estoicamente a dar aulas), vou conseguindo manter-me a uma distância saudável do passado docente. Um pouco como se,  letra a letra, a negrito, sublinhado e em maiúsculas a expressão "EX-PRofessor" vai ficando.

Temos andado a renovar com as próprias mãos, estilo DIY, a casita. Passo horas nisto, feliz a aprender como se faz dezenas de coisas. Quem corre por gosto, ... . Sinais de vida.

Conto agora um encontro que tive com um ex-colega de escola, entretanto reformado, e que, creio, ajudará a dar força a quem está com receio de "mudar":

Foi numa dessas lojas gigantes que vendem materiais de construção que dei de caras com o passado. "Como estás?/O que é que fazes?/ blá-blá-blá... , umas memórias do passado na escola, a amargura dos últimos anos, dizendo-lhe eu então que, estando ele reformado, "agora é só passear, não?!"; ao que ele responde: Não, nada disso... 

(Continua na parte 2)


terça-feira, 20 de dezembro de 2022

Lsv vs propostas do ministério

 


Andei a investigar se os motivos que levaram à greve encerram em si alterações à questão licenças. 

Resultado: nada. Apenas posso especular que com a "desdemocratização" no recrutamento de professores, pedir licenças sem vencimento pode trazer novas desvantagens. Explico:

Passando de um regime democrático de seleção de professores através de listas nacionais, a meu ver, justas e imparciais, para um regime de escolhas ao nível municipal, entramos no mundo das "cunhas", da "lambe-botíce", dos interesses instalados. Não é difícil perceber que se vão suceder casos de preferência dada a "amigos/as", "aliados/as", "ovelhinhas bem comportadas e obedientes"; ostracizando e arrumando para fora do sistema os "inconvenientes", apesar do seu profissionalismo, graduação, da sua dedicação, etc.

Imagino então este novo modus operandi no âmbito das LSV e coloco as seguintes dúvidas:

1°- Ficam salvaguardados os regressos a um horário na escola após LSV por um ano. (ou a possibilidade de concorrer à Mob. Interna)?

2°- Passam as Câmaras e Diretores a decidir se o/a docente de regresso terá ou não horário?

Conclusão: iremos entrar no cenário do "gostamos dele/a, interessa-nos, regressa"; ou 

"não o/a queremos cá, jamais voltará a pôr cá os pés!"

Mmm, Mmm, Mmm


 

terça-feira, 4 de maio de 2021

BALANÇO - Parte 1 "Tudo bem?"


Passados quase dois anos desde que optei por pedir LSVLD (Licença sem Vencimento de Longa Duração), urge exprimir aqui algumas reflexões sobre aspectos relevantes decorrentes dessa decisão. Neste 1º post da série “Balanço”, faço um enquadramento do meu estado de espírito:

Ponto de Partida:

Segundo algumas teorias da Psicologia, a frase “Quero ser feliz” traz em si duas constatações: as pessoas sabem o que as torna infelizes ou o que as oprime, mas a maioria não sabe o que as tornaria felizes ou realizadas. Posto isto, a necessidade de deixar de ser professor foi um imperativo (que já tentei explicar em posts anteriores); nada satisfeito quis mudar de vida. Passado este tempo, percebo melhor a associação que se vai fazendo a esta decisão com conceitos abstractos como “coragem”.

Sim, de facto se a maioria insatisfeita não consegue abanar a estrutura e sair dela, é porque, mais do que preocupações materiais com a sobrevivência, não sabe lidar com o VAZIO. Um pouco como o prisioneiro que é libertado depois de muitos anos e entra em depressão porque não sabe o que fazer com a liberdade.

Talvez “retocado” pela pandemia, não posso negar que essa sensação de VAZIO não exista. Saí duma zona de conforto para entrar noutra na qual tenho (pontualmente) a sensação de estar confinado há demasiado tempo.

É grave? NÃO

domingo, 23 de junho de 2019

O TRIÂNGULO LSVLD

Imaginemos que, ser professor, poderia ser descrito ( a partir da minha experiência) com um triângulo com os seguintes vértices:

                                                                       baixo risco
                             poucas oportunidades                               mal-estar



Em que
  • baixo risco significa características como: ser do quadro e ter rendimento garantido
  • poucas oportunidades siginifica desvalorização da carreira, congelamento, etc.
  • mal-estar significa ansiedade, exaustão, burnout, pouco tempo para a família, etc.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

WTF !

Que fique bem claro que ainda não obtive o deferimento para o pedido.
Tenho razões para acreditar que, perante uma administração declaradamente anti-prof, não lhes custará nada desvincular mais um e com isso poupar mais uns tostões para aplicar futuramente em mais um banco escorragadio.
Bastou ouvir as declarações balofas do Costa ontem sobre a educação e o abandono escolar precoce. Nem uma palavra para os profs. Esperto, percebeu que não gostar de profs é receber muitíssimos "likes" na versão voto.
E é ver o PS a crescer, num aparente oásis. Tudo a correr-lhes bem. O benfica ganha o campeonato, Costa abana o cachecol; a taça fica em Lisboa, o Frederico vai à varanda; e o Sérgio chora perante o establishment.
Nota: não me interpretem mal- não quero por aqui clubismo nem ideologia, são apenas metáforas para uma realidade que, do meu ponto de vista, mais parece uma paz podre.
Quem nunca gostou de maiorias e sempre encontrou força no "contra-corrente", percebe tudo isto.